Instituto Terra https://institutoterradc.com.br Instituto Terra Mon, 24 Aug 2026 17:12:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://institutoterradc.com.br/wp-content/uploads/2026/05/cropped-ICONFIG-1-32x32.png Instituto Terra https://institutoterradc.com.br 32 32 Conheça o Parque Estadual do Lajeado https://institutoterradc.com.br/2026/08/24/conheca-o-parque-estadual-do-lajeado/ https://institutoterradc.com.br/2026/08/24/conheca-o-parque-estadual-do-lajeado/#respond Mon, 24 Aug 2026 14:46:24 +0000 https://institutoterradc.com.br/?p=1587

Conheça o Parque Estadual do Lajeado

Série de conteúdos apresenta a importância das nascentes, a visitação e o manejo integrado do fogo e amplia o diálogo sobre a proteção do Cerrado no Tocantins

No alto da Serra do Lajeado, a poucos quilômetros da área urbana de Palmas, uma extensa área de Cerrado cumpre funções que nem sempre são percebidas por quem vive na capital. Ali está o Parque Estadual do Lajeado (PEL), unidade de conservação de proteção integral criada em 2001 e administrada pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). São aproximadamente 9.930 hectares destinados à proteção da fauna, da flora, dos recursos naturais e dos mananciais da região.

Para aproximar a população dessa realidade, o Instituto Terra, Direitos e Cidadania produziu uma série de conteúdos sobre o Parque, mostrando diferentes dimensões de uma área que reúne conservação ambiental, proteção das águas, prevenção de incêndios, pesquisa, educação ambiental e possibilidades de visitação. Além de apresentar um ponto turístico próximo à capital, o objetivo foi dar visibilidade ao trabalho desenvolvido na unidade e ajudar a compreender por que preservar o Parque Estadual do Lajeado também importa para quem vive fora de seus limites.

Onde a água encontra proteção

Uma das dimensões mais importantes do Parque está justamente naquilo que corre para além de suas fronteiras: a água. Em entrevista ao Instituto Terra, a supervisora do Parque Estadual do Lajeado, Camila Muniz, explica que a unidade está localizada no topo da Serra do Lajeado e abriga diversas nascentes relacionadas ao Ribeirão Lajeado.

Segundo ela, essas águas têm importância para o abastecimento da região norte de Palmas, do município de Lajeado e de propriedades rurais localizadas entre os dois municípios. A proteção dos mananciais também está entre as finalidades reconhecidas oficialmente para a unidade de conservação. O Parque está inserido no bioma Cerrado e reúne nascentes, córregos, ribeirões, áreas úmidas e diferentes formações de vegetação.

Camila chama atenção ainda para um processo que levou tempo. Durante aproximadamente 25 anos, a área permaneceu fechada, possibilitando a regeneração natural de sua vegetação. Hoje, segundo a supervisora, os efeitos desse período podem ser percebidos também na água.

“Temos aqui um córrego que voltou a ter água em abundância e qualidade devido a esses 25 anos de fechamento e regeneração natural da vegetação”, explica.

A experiência evidencia uma relação que muitas vezes passa despercebida: proteger a vegetação também significa proteger as águas que atravessam um território e chegam até outras formas de vida.

Um Parque para conhecer, caminhar e viver

Preservar uma área não significa necessariamente mantê-la distante das pessoas. Uma das transformações recentes apresentadas na série produzida pelo Instituto Terra é justamente a ampliação das possibilidades de visitação ao Parque Estadual do Lajeado. Criado em maio de 2001, o PEL tem, entre seus objetivos, a proteção dos recursos naturais e o aproveitamento sustentável de seu potencial turístico.

Na entrevista, Camila explica que a unidade passou a receber visitantes de forma mais ampla e que o acesso ao interior do Parque privilegia deslocamentos a pé ou de bicicleta. Segundo a supervisora, o espaço conta atualmente com duas trilhas autoguiadas e sinalizadas, além de pontos estruturados para banho. A Trilha Brejo da Passagem é uma das opções apresentadas como percurso acessível também para famílias e crianças.

Outra iniciativa é a rota de cicloturismo Joatan Oliveira, criada em homenagem a um ciclista de Lajeado ligado à região. O circuito utiliza cerca de 48 quilômetros de estradas internas do Parque.

A abertura para visitação aproxima a população de uma paisagem que, durante muitos anos, permaneceu pouco conhecida, inclusive entre moradores da própria capital. Em junho de 2026, por exemplo, o Parque também integrou a programação da Semana do Meio Ambiente de Palmas, recebendo estudantes da rede pública em uma atividade de educação ambiental.

Conhecer esses espaços pode contribuir para transformar conservação em uma experiência. É diferente falar sobre uma nascente e caminhar até ela, ou ouvir sobre a recuperação do Cerrado e observar a vegetação regenerando. A visitação, quando realizada de maneira responsável e de acordo com as orientações da unidade, também pode fortalecer essa aproximação entre sociedade e conservação.

Quando o fogo também é uma ferramenta de proteção

Outro conteúdo produzido pelo Instituto Terra apresenta uma questão que costuma gerar dúvidas: por que uma equipe responsável pela proteção de uma unidade de conservação coloca fogo na vegetação? A resposta passa pelo Manejo Integrado do Fogo (MIF).

Ao contrário de um incêndio florestal descontrolado, a queima prescrita é planejada e executada em condições específicas por equipes capacitadas. A técnica é utilizada preventivamente para reduzir material combustível e criar condições que dificultem a propagação de incêndios de maior intensidade durante os períodos mais críticos da estiagem. Atualmente, a queima prescrita integra a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo.

No Parque Estadual do Lajeado, Camila explica que o manejo é realizado ao longo do ano e utiliza o fogo de forma estratégica. Em uma das áreas apresentadas no vídeo, a equipe havia realizado uma queima prescrita poucas semanas antes e a vegetação começava a brotar.

A proposta é formar mosaicos na paisagem: algumas áreas são manejadas estrategicamente para que, no período de seca extrema, possam funcionar como pontos de apoio ao trabalho das equipes e dificultar que um incêndio se espalhe por grandes extensões.

“A gente queima algumas áreas de forma estratégica”, explica Camila, destacando que se trata de um fogo de baixa intensidade e planejado para reduzir a severidade de possíveis incêndios posteriores.

A técnica também vem sendo utilizada em outras ações de prevenção em Palmas. Em maio de 2026, brigadistas do Naturatins participaram de uma capacitação prática com a Defesa Civil Municipal voltada justamente ao uso do MIF e da queima prescrita para a redução preventiva de material combustível.

Para Romário Pereira Nunes, brigadista do Parque, esse trabalho precisa acontecer antes da chegada do período mais crítico da seca. “Essa é uma atividade que a gente faz anualmente para evitar que o fogo de fora venha e passe com facilidade para o Parque”, explica.

Segundo Camila, o trabalho também envolve moradores do entorno e vem ajudando a reduzir a severidade dos incêndios e o tempo necessário para o combate. A experiência ajuda a romper com uma compreensão simplificada de que todo fogo produz necessariamente os mesmos efeitos. No Manejo Integrado do Fogo, importam o período, a intensidade, as condições ambientais, o planejamento e o conhecimento técnico empregado na ação.

Proteger o Parque é também olhar para o Cerrado

Dar visibilidade ao Parque Estadual do Lajeado significa olhar para uma discussão maior. O Parque não existe de maneira isolada, ele faz parte do Cerrado e está conectado às águas, à biodiversidade, às comunidades do entorno e aos diferentes territórios que compõem o Tocantins.

Essa dimensão aparece também em outro conteúdo publicado pelo Instituto Terra, a partir da fala de Edmar Apinajé. Ao falar sobre as transformações percebidas no Cerrado, Edmar chama atenção para a redução do nível dos rios, a pressão sobre os territórios e as consequências de uma relação com a natureza baseada somente na exploração. “A gente só tem vida com o território, com a água, com as caças, com as frutas”, afirma.

A preocupação expressa por Edmar encontra reflexo nos dados ambientais do Tocantins. Entre 2019 e 2024, o estado perdeu mais de 740 mil hectares de vegetação nativa. Somente em 2024, cerca de 2,7 milhões de hectares foram atingidos pelo fogo, segundo dados do MapBiomas. 

O cenário se soma às discussões recentes sobre a legislação ambiental no estado. Em julho de 2026, a Lei Estadual nº 3.804/2021, que trata do licenciamento ambiental no Tocantins, voltou a ser alterada, ampliando o debate sobre os instrumentos de proteção e controle ambiental. 

Os números ajudam a dimensionar uma realidade que, para quem vive no território, também é percebida no cotidiano: nas mudanças da paisagem, na água, na vegetação e nas condições de continuidade da vida.

Como explica Edmar, essa relação não é apenas ambiental: “O povo, para ser um povo, tem que estar com o seu território, morando no seu território. A nossa vida está na natureza. Então, se a natureza for destruída, a gente vai estar se destruindo.”

Sua reflexão amplia o olhar sobre a conservação. Proteger o Cerrado não é uma discussão separada da vida das pessoas que habitam esses territórios. Água, alimentação, biodiversidade, cultura e modos de vida estão relacionados. Por isso, ao lado das políticas de conservação e das unidades de proteção, é fundamental reconhecer os povos indígenas como sujeitos dessa discussão e fortalecer sua participação nos espaços de decisão sobre o futuro do Cerrado.

Dar visibilidade também faz parte do cuidado

Ao produzir conteúdos sobre o Parque Estadual do Lajeado, buscamos aproximar a população de uma área que desempenha um papel importante para a conservação do Cerrado e para a proteção das águas na região de Palmas. Mostrar as nascentes, explicar o manejo do fogo, apresentar as possibilidades de visitação e ouvir quem atua diariamente na proteção desses espaços são formas de ampliar o conhecimento sobre o território. Mas essa conversa também precisa ir além dos limites do próprio Parque. Como lembra Edmar Apinajé, a vida do Cerrado está conectada à vida de quem depende de suas águas, de seus frutos, de seus animais e de seus territórios.

Conhecer é um primeiro movimento. Valorizar, proteger e assumir coletivamente a responsabilidade pelo futuro desse território são os próximos.

Confira nas redes sociais

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Oficina de Sementes Krahô fortalece conhecimentos tradicionais, autonomia alimentar e memória na Aldeia Macaúba https://institutoterradc.com.br/2026/08/17/oficina-de-sementes-kraho-fortalece-conhecimentos-tradicionais-autonomia-alimentar-e-memoria-na-aldeia-macauba/ https://institutoterradc.com.br/2026/08/17/oficina-de-sementes-kraho-fortalece-conhecimentos-tradicionais-autonomia-alimentar-e-memoria-na-aldeia-macauba/#respond Mon, 17 Aug 2026 13:34:58 +0000 https://institutoterradc.com.br/?p=1466

Oficina de Sementes Krahô fortalece conhecimentos tradicionais, autonomia alimentar e memória na Aldeia Macaúba

Realizado entre os dias 21 e 23 de junho, o encontro reuniu práticas de seleção, manejo e conservação de sementes, construção coletiva do território e reflexões sobre a continuidade da alimentação tradicional Krahô

Entre os dias 21 e 23 de junho de 2026, a Aldeia Macaúba, na Terra Indígena Krahô, em Itacajá (TO), recebeu a Oficina sobre as Sementes Krahô, realizada pelo Instituto Terra, Direitos e Cidadania junto à comunidade.

Durante três dias, sementes, roças e alimentos estiveram no centro das conversas, o que também abriu espaço para falar sobre memória, saúde, transmissão de conhecimentos e sobre aquilo que as próximas gerações encontrarão para continuar cultivando.

A programação reuniu trocas de experiências sobre seleção, manejo, plantio e conservação de sementes tradicionais. Os participantes compartilharam práticas desenvolvidas nas roças e conhecimentos transmitidos entre gerações, olhando tanto para as variedades que continuam presentes no território quanto para a necessidade de fortalecê-las e multiplicá-las.

Para o cacique da Aldeia Macaúba, Valdir Hopaka Krahô, guardar as próprias sementes está diretamente relacionado à autonomia da comunidade.

“É muito importante nós produzir e guardar para nós ter semente de qualidade. A gente se preocupa muito com a semente, porque nós temos sementes aqui que são tradicionais. A gente tenta fortalecer mais o que nós temos. Foi muito importante esse momento. Isso é a nossa luta”, afirmou.

 

Uma história que continua sendo plantada

A relação do povo Krahô com as sementes atravessa gerações. Na tradição Krahô, Catxêkwy, a mulher-estrela, está relacionada à origem da agricultura. A narrativa conta que foi ela quem trouxe sementes de milho, mandioca, batata-doce, inhame e outros alimentos e compartilhou conhecimentos sobre o cultivo e o preparo da comida. Entre essas sementes estavam variedades do pohumpéy, conhecido como “milho bom”.

Essa relação não se limita à produção de alimentos. As sementes tradicionais circulam entre famílias e aldeias por meio da troca e da partilha e são compreendidas como um bem coletivo.

Ao longo do século XX, no entanto, diferentes processos contribuíram para a redução da diversidade das roças Krahô. A introdução de modelos de produção externos às formas tradicionais de cultivo, entre eles a monocultura do arroz, favoreceu a substituição de espécies e variedades anteriormente manejadas e contribuiu para a perda ou o quase desaparecimento de sementes. Uma dessas perdas marcou profundamente a história recente do povo: o desaparecimento do milho pohumpéy de suas roças.

No início da década de 1990, lideranças e anciãos Krahô discutiam as dificuldades alimentares enfrentadas nas aldeias e relacionavam parte daquele cenário à ausência do milho tradicional. Em 1994, uma comitiva de caciques foi até Brasília em busca das sementes mantidas no banco de germoplasma da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Pequenas quantidades de variedades identificadas como pohumpéy retornaram às aldeias e passaram novamente a ser cultivadas e multiplicadas.

No ano seguinte, os próprios Krahô levaram parte das sementes já multiplicadas de volta à Embrapa, preocupados em criar também uma reserva que pudesse ser acessada caso aquelas variedades desaparecessem novamente. Essa história ajuda a compreender por que uma oficina sobre sementes, realizada décadas depois, não começa do zero. Ela se insere em uma trajetória de mobilização, cuidado e circulação de conhecimentos construída pelo próprio povo Krahô.

Produzir, guardar e compartilhar

Durante a oficina na Aldeia Macaúba, esse conhecimento apareceu nas experiências compartilhadas pelos participantes: na escolha das sementes, no cuidado com a roça, na preocupação em guardar variedades para o próximo plantio e na necessidade de ampliar aquilo que já é cultivado pelas famílias.

Uma das reflexões do encontro foi justamente sobre a importância de produzir para que as sementes possam circular. Quando uma variedade é plantada, multiplicada e compartilhada, aumentam também as possibilidades de que ela continue presente em outras roças e chegue às próximas gerações.

Essa preocupação apareceu de forma especial nas falas das mulheres participantes. Valquíria Krahô destacou o compromisso de levar mais sementes para os próximos encontros e de compartilhar esses conhecimentos com filhos e netos, inclusive dentro das escolas. Em sua fala, a continuidade das sementes esteve diretamente ligada à possibilidade de manter alimentos como mandioca, inhame, frutas e outras comidas aprendidas com os antepassados presentes no cotidiano das famílias.

O debate também trouxe uma preocupação cada vez mais presente nas comunidades: a alimentação. Participantes relacionaram a diminuição das roças e dos alimentos tradicionais à presença crescente de produtos comprados nas cidades e defenderam a retomada e o fortalecimento da produção local. Nesse contexto, plantar expande a produção agrícola, a roça relaciona movimento, conhecimento do território, alimentação e autonomia.

A discussão reforçou uma perspectiva que orientou toda a oficina: fortalecer a alimentação tradicional é criar condições para que conhecimentos construídos ao longo de gerações continuem sendo praticados, adaptados e transmitidos no presente.

O território a partir de quem vive nele

Além das atividades relacionadas diretamente às sementes, a oficina incluiu a construção coletiva de um mapa do território. O exercício partiu das experiências e do olhar dos próprios Krahô sobre os lugares que fazem parte de sua vida, o que permitiu reunir percepções sobre roças, caminhos, áreas de uso e outros elementos importantes para a relação da comunidade com o território.

A construção do mapa aproximou duas dimensões que estiveram presentes durante todo o encontro: não há como falar de sementes sem falar de território. É no território que as sementes encontram as condições para germinar, que os conhecimentos sobre plantio são experimentados e atualizados e que as relações de troca entre pessoas, famílias e gerações acontecem.

Por isso, conservar sementes tradicionais vai além do armazenamento, a experiência histórica Krahô mostra a importância de mantê-las em circulação: plantar, colher, selecionar, repartir e voltar a plantar. O próprio processo de recuperação do pohumpéy demonstrou que devolver uma semente ao território é apenas o começo; é o cultivo contínuo que permite que ela volte a fazer parte da vida.

Sementes para continuar

Uma das falas compartilhadas durante a oficina sintetizou esse sentido de continuidade: séculos passaram e o povo Krahô continua produzindo, plantando e lutando pela vida. Há esperança porque há sementes sendo cultivadas e conhecimento sendo compartilhado.

É também nesse sentido que o Instituto Terra desenvolve ações de fortalecimento da autonomia, da proteção dos territórios e dos modos de vida indígenas: construindo processos a partir do diálogo com as comunidades e dos conhecimentos que já existem e seguem sendo produzidos nos territórios.

O que circulou durante os três dias da Oficina sobre as Sementes Krahô, permanece nas roças, nas sementes guardadas, nas conversas e no compromisso manifestado de continuar plantando e compartilhando. Como lembrou o cacique Valdir, “isso é a nossa luta”. Uma luta que também se faz cultivando, guardando e garantindo que as sementes que atravessaram gerações possam continuar germinando nas próximas.

Confira nas redes sociais

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Referências

LONDRES, Flavia; DIAS, Terezinha Borges; PIOVEZAN, Ubiratan; SCHIAVINI, Fernando. As sementes tradicionais dos Krahô: uma experiência de integração das estratégias on farm e ex situ de conservação de recursos genéticos. Rio de Janeiro: AS-PTA, 2014. Publicação realizada pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), Embrapa, Funai, Kapéy – União das Aldeias Krahô e Rede Ipantuw.

Povo Krahô: das sementes brotam alimentos e identidade com os antepassados. Documento de referência disponibilizado para elaboração desta matéria.

Fotos: Jorge Valente

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Dona Isabel, do povo Xerente, aldeia Zé Brito, carrega nas mãos o tempo, a memória e o saber. https://institutoterradc.com.br/2026/06/19/dona-isabel-do-povo-xerente-aldeia-ze-brito-carrega-nas-maos-o-tempo-a-memoria-e-o-saber/ https://institutoterradc.com.br/2026/06/19/dona-isabel-do-povo-xerente-aldeia-ze-brito-carrega-nas-maos-o-tempo-a-memoria-e-o-saber/#respond Fri, 19 Jun 2026 21:05:08 +0000 https://institutoterradc.com.br/?p=586

Dona Isabel, do povo Xerente, aldeia Zé Brito, carrega nas mãos o tempo, a memória e o saber.

Dona Isabel, do povo Xerente, aldeia Zé Brito, carrega nas mãos o tempo, a memória e o saber.

Próxima dos 90 anos, ela nos recebeu e compartilhou o que aprendeu ao observar os mais velhos: o cuidado ao colher o capim dourado, o tempo da natureza, o fazer paciente que transforma matéria em vida.

Enquanto tece, Dona Isabel também pensa, lembra, ensina. Seu fazer é caminho de aprendizado, resistência e beleza que atravessa gerações.

Seguimos valorizando quem guarda e transmite os saberes do território.

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